sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Day after

Martim Berto Fuchs

Dada entrada na mesa da Câmara do pedido de impeachment da sem neurônios, cria do analfa Lulla, resta especular o que vem pela frente, pois felizmente para o país o lullo-petismo perdeu sua vaga na Corte e não volta tão cedo. Sem Lulla, o petismo não existe.

Digamos que seja o tudo a Temer que venha sentar no trono da nossa Monarquia Republicana. Político sem votos, assim como Dilma, pois era suplente de Deputado Federal por SP quando conseguiu se impor como candidato à Vice, tem à seu favor o fato de ser bom articulador e maçon de alto grau, além de não constar em sua folha corrida nenhum “mal feito” que mereça destaque.

Tenho comigo que estas duas condições à primeira vista favoráveis, são insuficientes para que o mesmo conduza o país à dar a volta por cima.

O maior entrave ao nosso desenvolvimento é o phoder dos sindicatos pelegos, sejam eles representantes dos trabalhadores da iniciativa privada, ou, muito mais sério, representantes do funcionalismo público.

Modelo fascista copiado por Getúlio Vargas (1934) para neutralizar o comunismo, à partir de Brizola (1959) foram redirecionados para o socialismo, acabando, com o lullo-petismo, nas mãos dos comunistas.

Este é o maior entrave para o provável governo do tudo a Temer, pois se o mesmo não enfrentar com férrea resolução o sindicalismo pelego, agora que perderão os milhares de “cargos” conseguidos via política nos últimos 12 anos, seu governo acaba antes de começar, e nós continuaremos a pagar a conta do mastodonte chamado governo.

O risco de nada mudar - salvo da esquerda para a direita - é grande, pois os políticos “defensores da livre iniciativa” também são chegados em “empregar” seus cabos eleitorais, parentes, amantes e amigos nas folhas de pagamento do setor público, empurrando sem muito lero-lero a conta para nós.

Coadjuvante do PT há 12 anos, o PMDB dependerá agora da “boa vontade” do PSDB para governar.

Dentro do atual sistema político, vamos ver quanto isto nos custará.


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