sábado, 24 de dezembro de 2016

E SE O ESTADO FOSSE UM PACOTE DE SERVIÇOS?

Percival Puggina

A Assembleia Legislativa gaúcha está votando um conjunto de vinte e tantos projetos voltados para a redução do gasto público, com ênfase à supressão de diversas atividades periféricas do Estado. Assistindo aos debates pela TV, presenciei o momento em que um parlamentar petista anunciou da tribuna que o governo Sartori, com essas providências, entraria para a história como o pior da vida administrativa do Estado. Impossível, excelência! Nem Nero, nem Calígula, se governadores do Rio Grande, conseguiriam ser mais destrutivos do que Tarso Genro. Em plena crise determinada pela infeliz conjugação de quatro sucessivos mandatos petistas no governo da União, Tarso Genro seguiu a cartilha dos piores economistas do PT e meteu o pé no acelerador da despesa. Recebeu o Estado gaúcho com as contas equilibradas e entregou um orçamento deficitário em R$ 5 bilhões. Não satisfeito, ao encerrar seu mandato em 2014, legou a seus sucessores aumentos salariais de servidores para serem cumpridos ao longo de cinco exercícios vindouros.

Vejo empresas fechando as portas, empresários vendendo bens para manter ativos os negócios, jovens abandonando os estudos, brasileiros deixando o país. Só o estatal continua como se não houvesse recessão, elevando seu peso sobre a sociedade. Se o poder público no Brasil, nas suas três esferas administrativas e nas correspondentes instituições, fosse um pacote de serviços, você o compraria, leitor? Claro que não! Esse pacote, se de consumo obrigatório e fornecido por uma única instituição, a tornaria campeã de queixas e denúncias ao Procon, por péssima qualidade e preço abusivo. Ele custa a cada "consumidor" de 30% a 50% de seus ganhos, sendo que a maior proporção corresponde às faixas de renda mais baixas.

Pagamos tudo isso para, bem resumidamente:
• termos educação pública de péssima qualidade;
• morrermos nas filas de espera do "quase perfeito" SUS;
• vivermos numa selva urbana que está a exigir um par de anjos da guarda adicionais, preferivelmente brasileiros, treinados para os sobressaltos do cotidiano nacional;
• termos uma justiça lenta e uma execução criminal que não consegue prender e manter presa a bandidagem que infelicita nossa vida;
• sabermos que os processos referentes aos grandes corruptos da nação, mundialmente notórios ladrões do nosso dinheiro, estão sob proteção da última trincheira da impunidade - o moroso e rumoroso STF;
• dispormos de uma infraestrutura precária e deficitária em saneamento, energia e transportes.

Nas eleições municipais de outubro, a sociedade deu uma lição aos partidos de esquerda que na prática de gestão operam como usinas de desastres. Os eleitores desse último pleito derrubaram o até então todo-poderoso PT para a minguada 6ª posição entre os partidos nacionais. E esse resultado expressa, essencialmente, rejeição ao estatismo, ao aparelhamento partidário do Estado, à corrupção e à irresponsabilidade fiscal que o PT transformou em grife.

Pois mesmo assim, a Assembleia gaúcha vem presenciando, nestes dias, um verdadeiro carrilhão, com os deputados oposicionistas, em rodízio, reproduzindo da tribuna um discurso segundo o qual só sairemos da atual crise deixando tudo como está. No entanto, nenhuma organização que busque a própria sustentabilidade pode dar-se ao luxo, por exemplo, de manter toda uma rede de centros de custo periféricos dela dependente, na ausência dos quais a vida segue exatamente tal e qual.

Após tantos anos assistindo nada ser feito em razão de que "só isso não resolve", finalmente estão sendo tomadas providências para, no tempo, em somatório de sacrifícios, com vistas ao bem comum, transformar o pacote de serviços em mercadoria comprável, por preço compatível.

Blog do Puggina

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Interpretações de uma entrevista


GENERAL TORRES DE MELO

O general de Exército VILLAS BÔAS, comandante atual do Exército, foi entrevistado pelo Jornal ESTADÃO e afirmou: “Diz o general que seria “zero” a chance de ocorrer a tal “intervenção militar”. Que grupelhos fascistoides almejam, mas, ao longo da entrevista, por várias vezes ele deixa claro que essa chance está longe de ser inexistente. Há chance, sim, e nem chega a ser tão pequena, pela lógica dele.

Esta entrevista causou frisson no meio jornalístico e político. Críticas fortes ao general, que com sua atitude firme, disse o que muita gente gostaria de ouvir.

As Forças Armadas Brasileiras, de 1930 para cá, só entrou no campo político quando foram chamadas pelo povo para resolverem confusões criadas pelos brasileiros civis, colocando em perigo a vida da população. O ódio no campo politiqueiro só causa desgraça. O livro TENENTES DE PEDRO DORIA é uma grande lição.

Em 1964 as Forças Armadas salvaram o Brasil de uma desgraça. Colocaram ordem no país, construíram rodovias, hidroelétricas, portos, etc. e não roubaram como os “SALVADORES DA PÁTRIA ESQUERDISTAS” DE HOJE.

Diziam que queriam O PODER para dar liberdade ao povo. Mataram, assaltaram, roubaram, estão presos por vários crimes e desgraçaram o País.

Nós, Forças Armadas, estamos ajudando o nosso Brasil, garantindo eleições, fazendo a segurança para os grandes eventos, ajudando nas calamidades, levando água a quem tem sede no Nordeste e continuaria como o senhor colocou, cumprindo com o nosso Dever e não pensando em intervenções ou revoluções.

Este, que escreve estas linhas, ouviu do grande marechal Juarez Távora o seguinte: “Não façam revoluções”. Foi nos dito quando ele fazia sua campanha para presidente da República e passando pelo Ceará fui apresentado ao mesmo pelo meu pai. Ele sabia o que estavam dizendo.

O General quis afirmar que as FA estão ao lado povo e a ele pertence. Somos uma Instituição do Estado e não servimos a homens e sim ao País. Cabem aos três Poderes da República resolverem o ANGU QUE CRIARAM. Nós cumprimos a CONSTITUIÇÃO.

Nós, ativa e reserva, estamos olhando a evolução política e tristes pela podridão praticadas por falsos brasileiros. A reserva é uma Força de cidadãos que amam o Brasil e não praticaram roubos. Os da ativa são brasileiros que amam a Pátria e cumprem com o DEVER.

NÓS SOMOS POVO.
DEFENDEMOS O POVO.
AMAMOS O POVO.

Parabéns general. Não somos baderneiros. Somos FORÇAS ARMADAS DE TAMANDARÉ – CAXIAS E DE EDUARDO GOMES.

GENERAL TORRES DE MELO
COORDENADOR

GRUPO GUARARAPES