sábado, 13 de outubro de 2012

O olho do dono engorda o boi


por Martim Berto Fuchs

Empresa tem que ter dono e esse dono só poderá ser o Estado, se ele pessoalmente não se envolver com a administração, começando pela indicação dos administradores, Diretoria Executiva.

Empresa sem dono, proposta marxista, só poderia partir de quem nunca administrou uma empresa, sempre as voltas com suas proposições filosóficas, tentando demonstrar até matematicamente como o trabalhador era explorado pelos patrões. Marx acertou no diagnóstico, relativamente fácil de concluir, mas errou feio na receita, principalmente ao considerar o homem apenas como matéria com cérebro, portanto fácil de ser moldado.

A proposta liberal, que acabou predominando em todo planeta, provou isso de forma inquestionável. A China, país que estava sujeito à implodir quando nas mãos das teorias marxistas de Mao Tse Tung, após a entrega da produção para as multinacionais capitalistas e ainda, da oferta de mão de obra abundante e gratuita, glória do capitalismo selvagem, conseguiu reverter uma situação que se tornava cada dia mais explosiva.

A Rússia, URSS, Lenin, Stalin, que aplicaram as teorias marxistas ao pé da letra, inclusive e principalmente a garantia (estabilidade) de emprego, quebraram estrondosamente, assim como suas remanescentes Coréia do Norte e Cuba, que apenas sobrevivem em função de ajuda externa. Países que aplicaram a teoria marxista, só poderiam sobreviver se não existisse a proposta liberal, da livre iniciativa. No confronto, perdem sempre, tanto que a URSS tentou por todos os meios implantar suas idéias à nível mundial, idéias sempre apresentadas como “revolucionárias”, se utilizando, como até hoje, de destruir (matar) a concorrência, pois não tinham e não tem condições de competir.

Capitalismo Social defende o sistema de livre iniciativa empresarial, com um detalhe: o trabalhador tem que participar dos resultados e não apenas enriquecer o capital com seu trabalho e sustentar a inoperância do Estado. E isto não pode ser apenas retórica.

Capitalismo Social entende perfeitamente que o maior empecilho para que isto possa se tornar realidade, é o Estado. Sem o enquadramento do Estado, ou, sem que se aceite um novo paradigma para aquilo que consideramos Estado, meta nenhuma pode ser traçada nem podemos esperar melhoria nas relações entre os membros da sociedade, onde impera a regra do mais forte; começando pelo Estado, que regula as Leis, dispondo das armas jurídicas à seu bel prazer, assim como das armas materiais com sua presença intimidatória.

O Estado NÃO pode ser um fim em si mesmo, como ocorre até hoje em todos países do mundo. Confundem Estado soberano com Estado tirano.

Para o trabalhador ter dignidade, tranqüilidade e felicidade, não pode ser explorado pelo capital e enganado pelo Estado; isso pode e deve ser alcançado por todos aqueles que desejam trabalhar.



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O peso do Cu$to Brasil


Por Simone Kafruni

1. Corrupção elevada
Relatório da FIESP aponta que o custo da corrupção passa de R$ 70 bilhões por ano. Apenas em infraestrutura, o montante desviado poderia aumentar em 525% os quilômetros de ferrovias para escoamento da produção, aumentar o número de portos para 184 ou construir 277 novos aeroportos.

2. Burocracia para criação e manutenção de empresas
No Brasil, são necessárias cerca de 120 dias para se abrir uma empresa. Além disso, é um dos países onde essa ação custa mais caro, cerce de R$ 2 mil. Para ter um negócio, é preciso passar por 13 procedimentos legais. Nos EUA, são seis procedimentos, com custo de R$ 568 e prazo de seis dias.

3.  Cartelização da economia
A cartelização encarece a produção no país. Cerca de 20% do Custo Brasil vem de matérias-primas, como o aço. Os monopólios se valem de sua força e da proteção que o mercado interno tem e colocam preços que são 40% mais altos do que no mercado internacional, prejudicando toda cadeia produtiva.

4. Alta carga tributária
O Brasil, tem, atualmente, a maior carga tributária entre os países emergentes. No país, ela passa de 36% do Produto Interno Bruto (PIB). Para efeito de comparação, na China, a atual fatia de carga tributária não atinge 20%, na Coréia do Sul e Argentina, o índice é de 17%, e no México, de 27%.

5. Taxas de juros reais e spread bancário elevados
Apesar das reduções, o Brasil ainda tem um dos juros reais (a Selic, menos a inflação) mais elevados do mundo. E o spread bancário, que é a diferença entre o que o banco paga pelo dinheiro e o que cobra de quem pega empréstimo dele, é o mais lato do mundo, de 27%. Assim, o lucro dos bancos é grande, mas torna o dinheiro caro para o investimento.

6. Máquina pública inchada
Os gastos do governo com a máquina administrativa também elevam o custo Brasil porque o dinheiro que é pago para servidores públicos e cargos de confiança – com vantagens e benefícios salariais acima da média do setor privado – poderia ser utilizado para investimentos em infraestrutura.

7. Altos custos trabalhistas
Os encargos trabalhistas brasileiros estão muito acima da média mundial. A legislação protege o trabalhador e os salários, que de 2003 a 2009, subiram 150%. Apesar da desoneração anunciada para 2013 para alguns setores, o que vai ocorrer é apenas uma transferência de pagamento de 20% de INSS para 1% do faturamento.

8. Legislação fiscal complexa
Com uma legislação fiscal complexa, as empresas brasileiras tem altos custos para manter tributaristas constantemente atentos às mudanças fiscais. As alterações representam custos adicionais e não dão segurança jurídica para a concretização de projetos de novos investimentos ou para ampliações.

9. Alto custo da energia e infraestrutura precária
Os portos, aeroportos, estradas e ferrovias do Brasil estão saturados.Os custos com transporte e logística para escoamento dos produtos representam, em Santa Catarina, 18% dos custos de produção, enquanto um competidor norte-americano, por exemplo, paga a metade disto, cerca de 9%.

10. Baixa qualidade educacional e falta de mão de obra qualificada
Com a educação precária, falta mão de obra qualificada para atender aos setores produtivos. As próprias empresas precisam gastar para treinar seu pessoal. E existe um hiato muito grande entre a quantidade de profissionais que precisam de emprego e a capacidade necessária para preencher as vagas abertas.


(Transcrito do Diário Catarinense de 07.10.12, coluna PÉ NO FREIO)


Nota do blog.
O próprio Diário Catarinense, no meu entender, coopera com esse status reinante, ao promover debates como:
“Por que, mesmo sendo a 6ª economia do Planeta, o Brasil ainda está no 88º do ranking mundial da educação ?”  -  www.precisamosderespostas.com.br .
O problema não está no Ministério da Educação em si, pois os outros 37 Ministérios também não respondem aos anseios da sociedade. É o todo que está errado e isso desde 1808. Ou debatemos, via internet, um novo contrato social, ou continuaremos chovendo no molhado, para gaudio dos nossos políticos e seus financiadores que se refestelam com o dinheiro dos impostos, taxas e multas que nos extorquem.
Os efeitos estão muito bem expostos acima. É chegada a hora de debater e mudar as causas para que consigamos os efeitos desejados. Chega de sustentar nossa Monarquia Republicana, esse regime que nos foi jogado ao colo em substituição ao Absolutismo.