segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Renegociação dos títulos da dívida pública brasileira

A grosso modo, considerando os percentuais bastante variados das taxas de juros sobre os títulos da dívida pública no decorrer dos anos, digamos que a média seja 20% a.a., pois já chegou à 45% a.a. e hoje está em 11 % a.a.

SELIC = taxa de juros + risco contra calote + taxa de corrupção.

Proposta de renegociação.
1.   Taxa de juros: 7% a.a. (Taxa que estão pagando atualmente Itália e Espanha, falidas. O Brasil ainda não está.)
2.   Alongamento do perfil da dívida; dobrar o vencimento de cada título original. Se para determinado título faltar HUM mês para vencer, renegociar o vencimento para dois meses com a taxa de 7% a.a.. De  HUM ano, para 2 anos, e assim sucessivamente.
3.   Após a renegociação, nos vencimentos de cada título honrar o pagamento do juro, isto é, pagar somente os juros, até diminuir substancialmente a relação PIB x dívida pública.
4.   Não fazer novos empréstimos até dois anos após a renegociação, para dar tempo de executar o que chamo de dever de casa, e dar consistência ao novo projeto Brasil.
5.   Políticas para controle da inflação. Monetária através da taxa de juros; controle variável sobre número de parcelas do crediário; importação preventiva de bens que possam escassear, utilizando o saldo favorável no balanço de pagamentos em função da diminuição do montante anual de juros sobre os títulos.
6.   SELIC à ser alcançada até o final de 2012 = 7% a.a.

Dívida pública atual: R$ 1,8 trihões à 20% a.a. = R$ 360 bilhões só de juros, anuais.
Renegociação: R$ 1,8 trilhões (7% a.a.), diminui para R$ 126 bilhões ao ano.
Saldo para garantir importações corretivas = R$ 234 bilhões.

ANTES de agir com esta renegociação, que os banqueiros aceitarão sim, temos que agir com nosso dever de casa. Impor uma renegociação nestes termos sem que diminuamos a taxa de calote e a taxa de corrupção embutidas na SELIC, serviria somente para enriquecer mais ainda nossos “governantes”, “políticos” e seus associados da iniciativa privada. Para os empresários brasileiros, fora da Corte, muito pouco iria mudar. Para a população em geral, a melhora seria mais uma enganação publicitária como tem sido até agora, quando estão sempre alardeando abusivamente o que vão fazer, e muito pouco o que foi feito, uma vez que não foi.

Para que a situação não se deteriore novamente à médio prazo, desta vez precisamos enfrentar o status quo reinante com uma proposta vinda da sociedade. Apenas para ilustrar, alguns itens do que precisa ser mudado:

1.   Juízes de Tribunais se auto-concedendo remunerações de até R$ 400 mil/mês.
2.   A forma de escolha dos candidatos à cargos eletivos, até hoje entregue aos partidos políticos, que sempre nos impõem o que há de melhor, para eles.
3.   Empresas financiando os partidos políticos e seus ungidos e “recebendo” à cada ano o dobro do capital “empregado”.
4.   Governantes e políticos “vendendo” patrimônio público para amigos.
5.   Políticos e seus mensalinhos, mensalões e a nova modalidade de roubo, consultoria.
6.   Obras orçadas em 180 milhões, concluídas por 900 milhões.
7.   Casas públicas custeadas pelos impostos, abrigando em suas folhas de pagamento todos os cabos eleitorais, parentes, amantes e amigos dos eleitos à cada 2 anos. Um exemplo: Senado com 13.000 pessoas !!! Mais alguns exemplos ? 5.565 Prefeituras; 5.565 Câmaras de Vereadores; todos Tribunais de Justiça; todas Assembléias Legislativas. Qualquer estudo sério comprovará que mais da metade das pessoas que se encontram nas folhas de pagamento das citadas não tem o que fazer e portanto NÃO poderiam ter sido “contratadas”. Na soma são 10  milhões de pessoas recebendo dos governos, quando mais de 5 milhões sobram, sem contar os já aposentados.
8.   Legislação trabalhista e sindical mal feita desde a origem. Copiamos da Itália, Carta del Lavoro, em vez de ter copiado da Alemanha, trabalho superior de Bismarck.
9.   Entre impostos e taxas, 87 cobranças. Absurdo total. 38% do PIB apenas para sustentar o Estado, pois investimentos o mesmo só faz com empréstimos.

Diminuição do custo fixo Brasil: outros R$ 234 bilhões e que devem ser aplicados em investimentos. Não duvidem, é isto mesmo, é real.

O que estamos esperando para começar ? Chover para cima para não nos molharmos ? Neste caso, dia 26 de dezembro de 2012 estaremos discutindo os mesmos assuntos sem nada ter mudado, salvo para pior. Enquanto isso, se concentra a  renda nas mãos de poucos e se alastra a pobreza nas mãos de muitos.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Novo paradigma político, social e religioso

Aspecto político, social e religioso.

Resumo histórico da situação da grande maioria na sociedade, não obstante os avanços tecnológicos e a imensa riqueza criada até hoje.

1. Império Romano. Império e escravatura. 60 ac.
†  Religião pagã, muitos deuses.

2. Fim do Império Romano ocidental pagão.
Início do Império Romano cristão. Império e escravatura. 325 dc.
 Religião católica.
3. Fim do Império Romano ocidental. Império e escravatura.
Início da Idade Média. Príncipes, nobres e vassalos. Monarquia Absolutista e  
Feudalismo.  Monarquia e escravatura. 476 dc.
 Religião católica.

4. Início dos burgos, burguesia. Monarquia Absolutista. Muitos nobres empobrecidos e vassalos sem moradia e serviço. Os feudos não mais absorviam, tanto os filhos de nobres quanto os filhos dos vassalos. Passaram de vassalos nos feudos para empregados sem contrato nos burgos. 1050 dc.
 Religião católica.

5. Cruzadas.  Teoricamente em torno da posse de Jerusalém. Na verdade, foi absorção de mão de obra, tanto de nobres quanto de vassalos, sendo que os incipientes burgos também não absorviam a mão de obra excedente dos feudos. Mão de obra descartável. Monarquia Absolutista e vassalos desempregados. 1096 à 1272 dc.
 Religião católica.

6. Colonialismo moderno. Com o fim das cruzadas, os europeus descobriram as vantagens de ter  e explorar colônias além mar, como forma de fugir da estagnação em que se encontravam. Monarquia Absolutista e mão de obra descartável. 1309 dc.
 Religião católica.

7. Fim da Idade Média. Monarquia Absolutista e mão de obra descartável. 1492 dc.
 Religião católica.

8. Com o protestantismo, 1521,  surgiu a proposta liberal, anglicana. Francis Bacon que influenciou John Locke. Que deveria ter sido republicana, e não absolutista. Foi proposta uma nova relação de trabalho. Monarquia Absolutista e empregados registrados, porém pobres. 1640 dc.
 Católica e Protestante.

9. Liberalismo. Individualismo. Acumulação de capital, deixar crescer o bolo para depois distribuir. Depois que cresceu, o “olho”do dono também cresceu, e o bolo não foi distribuído. Em nome do mercado em crescimento, ficou com os patrões para criar novas empresas e novos postos de trabalho. Monarquia Absolutista, burguesia e empregado explorado, apenas que registrados. 1690 dc.
 Católica e Protestante.

10. Início do sistema bancário atual. Ganhar sem produzir. Pseudo amigos dos Monarcas e dos burgueses. Rothschild. Também o início da colonização e escravatura através do dinheiro. 1769 dc.
 Católica, Protestante e sionismo.

11. Trabalhismo. Surgiu como contra-ponto ao liberalismo, desvirtuado  pela não divisão do bolo. Criação dos sindicatos. Novamente o bolo permaneceu em sua maior parte com os patrões, pois os sindicatos não tiveram força para modificar substancialmente a situação e os trabalhadores continuaram levando o “bolo”. Monarquia Absolutista, burguesia, sindicatos, e operários pobres. 1779 dc.
 Católica, Protestante e sionismo.

12. Revolução Francesa. Fim da Monarquia Absolutista e início da Monarquia Republicana. Nova composição para a Corte; aristocratas, burgueses e os novos associados ao butim, os representantes dos trabalhadores. Mudaram os nomes. Em vez de Rei, agora quem mandava era chamado de Presidente e podia ser trocado fora do contexto familiar. Operários na mesma. Pobres. 1789 dc.
 Católica, Protestante e sionismo.

13. Comunismo ou marxismo. Proposta absolutista, porém com o controle pelo Estado, isto é, Estado Absolutista em vez de Monarquia Absolutista. Fim da burguesia. Fim dos sindicatos. Todos iguais, nivelados pelo mínimo, independente de sua capacidade e instrução, e garantidos (?) pelo Estado. Neofeudalismo. 1848 dc.
Materialismo.

14. Capitalismo com sindicatos fortes. Início da melhoria de renda dos empregados. EUA. 1886 dc.
 Católica, Protestante e sionismo.

15. Primeira quebra do capitalismo. Influência do capital especulativo nos negócios.   Quebra de empresas. Desemprego em massa. Especuladores mais ricos. EUA. 1929 dc.
 Católica, Protestante e sionismo.

16. Proposta social-democrata, terceira-via, ou seja, tornar todos de bem com a vida, mas muitos não trabalhando. Manteve os muito ricos e incorporou novos candidatos a rico, sem a contra-partida na produção. Tornou-se o paraíso dos banqueiros e especuladores. 1990 dc. Quem acreditou, quis enriquecer sem trabalhar. Quebraram. 2008 dc.
 Católica, Protestante, sionismo e materialismo.

17. O que está dando certo na atualidade. China. Trabalho conjunto entre governo absolutista e produção na mão dos expoentes do capitalismo selvagem, e, com apoio incondicional dos banqueiros. Mão de obra abundante e à preço de escravatura, não obstante legalmente contratada.  1990 dc.
 Materialismo, Católica, Protestante e sionismo.

18. Proposta aberta dos donos do dinheiro do mundo associados à força bruta: Governo Mundial através da ONU, globalizado, sem fronteiras. Mútuo apoio e convergência entre absolutismo de Estado  e capitalismo selvagem.  Fim da democracia. Mantém e aumenta a riqueza dos ricos, acaba com a classe média, e elimina a pobreza absoluta. Dois mil e ...?
 Materialismo, sionismo e Baha’u’llah, mais nova religião, mas também com sua própria Bíblia.

19. Capitalismo Social. Pela primeira vez a distribuição equitativa entre capital e trabalho. Diminui gradativamente a riqueza dos muito ricos, primeiro por cercear-lhes as chances de capitalizar em cima do trabalho alheio, se afastando gradativamente da especulação financeira em todas suas ramificações; segundo pela própria divisão familiar dos bens à serem um dia inventariados;  aumenta a classe média; elimina a pobreza absoluta. Bem estar só com trabalho. Sem trabalho, sobrevivência.
“Ninguém está proibido de ser rico. Ninguém será obrigado amargar a pobreza para que hajam ricos. Tem para todos.” 
“Liberdade com justiça social.”


 Sem mais interferência do Poder Temporal, criação estratégica e inteligente do  Imperador Romano Constantino em 325 e confirmada em 553 dc.
À partir de agora a verdade que foi subtraída, a espiritualista. Há somente Um Deus, O Criador; o mundo espiritual, que é a realidade e o  mundo material, passageiro. 
“O que fizestes ontem, colhes hoje. O que fizeres hoje, colherás amanhã”. Esta é a Lei. Inexorável.

Capitalismo Social pode começar pelo Brasil. Temos praticamente todos tipos de matérias primas à nossa disposição. A exportação, mesmo de commodities, nos garantirá a sobrevivência no mundo globalizado durante a transição. Logo, podemos distribuir os resultados da produção no curto prazo, sem necessitar da acumulação de capital para criar grandes empresas e depois distribuir o bolo, como foi a proposta original do liberalismo, nunca cumprida.
Trará de imediato a melhoria das condições de vida dos nossos cidadãos e o inseparável respeito à dignidade humana, nunca levado em conta.