domingo, 18 de fevereiro de 2018

Considerações sobre o plano do economista Paulo Guedes para o candidato Bolsonaro - 2ª parte – “Reforma fiscal”

Martim Berto Fuchs

2-Reforma fiscal
“Corte efetivo de gastos, para viabilizar a queda estrutural do juros e das despesas de rolagem da dívida pública.”

Considerações sobre a proposta de Paulo Guedes
O corte dos gastos dos governos federal, estaduais e municipais é a pedra angular de todo novo governo que quiser ter sucesso. Muito se fala em eleições, em democracia, mas na prática, nenhum candidato tem coragem de enfrentar o tema “corte de gastos”.
De que forma e onde cortar gastos ?
Depois de eleitos neste nosso processo eleitoral viciado, fogem do tema como o diabo da cruz; continuam sem vontade política para enfrentar o problema, e, para não despencar nos níveis de aceitação popular, vão empurrando com a barriga.
Não adianta convidar Jesus Cristo para ser candidato, se depois de eleito não tiver apoio do Congresso para viabilizar as reformas necessárias e imprescindíveis.
Nossos governos, todos, em todos níveis, gastam mais do que arrecadam. Estou falando dos gastos, pois investimentos só fazem se conseguirem empréstimos, ou metendo a mão no dinheiro da Previdência, como já fez Juscelino para construir Brasília e todos governos depois dele fizeram o mesmo.
Ajuste fiscal derruba os juros naturalmente, não precisa nem de Banco Central. Dinheiro, não obstante ser a mercadoria mais valorizada, é uma mercadoria como outra qualquer, que obedece a lei da oferta e procura. Com o governo gastando sempre mais do que arrecada, e sempre a procura de mais dinheiro para cobrir os rombos, seu preço sobe naturalmente. Nenhum mistério nisto. Por outro lado, se imprimir, como defendem alguns, desvaloriza na mesma proporção que for impresso.
Portanto, de que forma e onde cortar gastos ?

Proposta Capitalismo Social-MBF:
Nem Estado máximo como querem os socialistas e também muitos não socialistas que se acostumaram viver às custas dos outros, e nem Estado mínimo como querem os liberais, que na verdade querem o mínimo de Estado, para que este não atrapalhe seu esporte favorito: acumulação de capital.

O Estado pode e deve ser pré-dimensionado e depois administrado de acordo.

O que não deve ser entendido como regulamentação de toda atividade econômica, a exemplo do que temos hoje, e piorando cada vez mais.
É neste contexto que Capitalismo Social coloca à disposição do candidato Bolsonaro a proposta de “Corte efetivo de gastos, para viabilizar a queda estrutural do juros e das despesas de rolagem da dívida pública.”

Se queremos efetivamente mudar o Brasil, temos que parar com falsas reformas e remendos inúteis.

Nazismo, como perdedor da guerra, foi enterrado. Chegou a hora de enterrar as ideologias que, unidas, venceram, mas na seqüência não resolveram o problema dos povos: comunismo e suas variáveis socialistas, e o liberalismo. Um novo paradigma tem que ser debatido, que fuja da pseudo solução coletivista e da não menos enganadora solução liberal, que por ser uma premissa falsa, mantém o cadáver do comunismo insepulto para poder com ele se comparar. Comunismo é a bengala do liberalismo.



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