segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

A hipocrisia dos judeus de esquerda

Isaac Averbuch

Ontem, o agora ex-Secretário de Cultura divulgou um vídeo lastimável, fazendo um discurso calcado numa fala de Goebbels, com um visual semelhante ao empregado pelo nazista e coroado com uma música de Wagner que era a favorita de Hitler. As referências ao nazismo eram tantas que a repercussão só podia ser a que ocorreu: em poucas horas ele estava demitido do cargo. Alguns suspeitam que aquilo foi algo armado para derrubá-lo e criar um constrangimento para o governo, mas pouco importa. No mínimo, ele escolheu mal a assessoria. A demissão era inexorável.
Com a destituição, alguém poderia considerar o episódio encerrado. Só que não.

Durante as poucas horas em que ele ainda permaneceu no cargo, e ainda depois da exoneração, a esquerda aproveitou para levantar todas as quimeras possíveis como se o regime nazista estivesse prestes a se implantar no Brasil, como se os judeus estivessem, subitamente em risco e divulgando toda sorte de comentários e análises no tom de "bem que eu avisei"....A nota divulgada pelo Palácio do Planalto, com menção explícita à comunidade judaica não arrefeceu em nada a sanha dos profetas do apocalipse, que continuaram querendo associar o governo Bolsonaro à ideologia nazista. Quem não os conhecesse, e a seus métodos, poderia até imaginar que eles realmente temem pelos judeus ou por Israel e que o antissemitismo é uma preocupação genuína. Nada mais falso. Não houve indignação mais fraudulenta nem mais oportunista.

Vamos dar alguns exemplos:
1) Anos atrás, em entrevista à revista Playboy, Lula disse admirar Hitler, porque ele havia sido um homem que lutara por seus ideiais (e que ideais!....). Nenhum judeu esquerdista se indignou ou se amedrontou;
2) Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro chefe de Estado ocidental a dar status de embaixada à Palestina. Nenhum judeu esquerdista se sentiu incomodado;
3) Lula tratava Kadafi como "meu irmão, meu líder" e nenhum judeu esquerdista achava isso um absurdo;
4) Lula só aceitou visitar Israel no último ano de mandato, depois de inúmeros convites, e recusou-se a visitar o túmulo de Theodor Herzl, mas depositou flores no de Arafat. Nenhum judeu esquerdista se sentiu ultrajado;
5) Lula doou 10 milhões de dólares dos nossos impostos, supostamente, para "ajudar na reconstrução de Gaza", mas todos sempre souberam que a única reconstrução seria a dos túneis do terror. Mas os judeus esquerdistas não se indignaram com o fato de seus impostos financiarem o terrorismo que ia despejar foguetes sobre, talvez, a cabeça de seus parentes que vivem em Israel;
6) Lula cortejava regimes como o do Irã, que nega o Holocausto e fala explicitamente em destruir Israel, o que seria, embora ninguém mencione isso, um segundo Holocausto, talvez ainda pior que o primeiro. Todos os esquerdistas apoiam o regime do Irã, haja vista que para ganhar-lhes a simpatia basta ser inimigo dos EUA. O antissemitismo genocida dos aiatolás amigos de Lula não lhes incomoda. Duvido que algum judeu esquerdista elogie Trump por encurralar o regime islâmico;
7) O PSOL é um partido oficialmente antissemita, cujos membros queimam publicamente a bandeira de Israel, mas isso não impede que muitos judeus, não apenas votem, mas militem nele e por ele, sem qualquer constrangimento;
8) Donald Trump apoia fortemente Israel, mas os judeus de esquerda querem mesmo é que os democratas, que traem Israel desde Obama e são cada vez mais agressivamente anti-Israel, vençam as próximas eleições. Aliás, os mais queridinhos são exatamente os mais virulentos antissemitas, como o self-hating Jew Bernie Sanders;
9) O ex-líder trabalhista inglês é assumidamente antissemita militante, a ponto de tirar fotos com terroristas palestinos, mas a torcida dos judeus esquerdistas era pela vitória dele nas eleições britânicas;
10) Em praticamente todas as passeatas promovidas pela esquerda (seja qual for a temática), tremulam bandeiras palestinas e participantes judeus são expulsos, mas isso não incomoda os esquerdistas judeus;
11) Dilma Roussef (aquela que queria negociar com o Estado Islâmico) recusou o agreement a um embaixador israelense e criticou a autodefesa de Israel, mas isso não impediu que os judeus esquerdistas continuassem a apoiá-la. Aliás, ficaram indignados quando um diplomata israelense disse a verdade: que o Brasil era um "anão diplomático";
12) Em sua autodefesa, alguns judeus esquerdistas argumentam que o antissemitismo ou antissionismo também foi praticado durante a ditadura militar (de direita), porque foi no governo Geisel que o Brasil apoiou a infame Resolução da ONU equiparando sionismo a racismo. Mas, marotamente, omitem que isso se deu exatamente no momento em que a diplomacia brasileira adotou a linha terceiro-mundista, ou seja,... da esquerda! Foi o governo Geisel o primeiro a reconhecer o regime comunista de Angola (antes, até, da então URSS), ao mesmo tempo em que se afastava dos EUA e se aproximava dos países árabes e africanos. Ou seja, criticam o governo Geisel por ter feito o que eles gostariam que fizesse. Essa incoerência também não os perturba;
13) o Brasil, nos governos petistas, apoiou os regimes bolivarianos da Venezuela e Bolívia, que romperam relações diplomáticas com Israel. Também apoiou o governo de Cristina Kirchner, que mandou assassinar o procurador (judeu) que iria denunciar a então presidente por acobertar a autoria do atentado à AMIA, mas os judeus esquerdistas não se sentiram desconfortáveis, sequer, com o assassinato;
14) o regime soviético matou, exilou, perseguiu judeus sistematicamente, por décadas. Jamais os judeus esquerdistas criticaram a URSS e até hoje não mencionam esses crimes nem pedem a sua apuração ou indenizações;
15) Nas universidades americanas expande-se o domínio da esquerda, tornando-se temerário promover qualquer debate sobre o Oriente Médio no qual haja espaço para um representante, judeu ou não, apresentar o ponto de vista israelense. São esquerdistas que ameaçam fisicamente os que ousam defender Israel e, talvez por isso, os judeus de esquerda não protestem contra esse comportamento;
16) Nas deliberações da ONU o Brasil votava, sistematicamente, contra Israel há mais de 40 anos (exatamente desde o governo Geisel), por mais grotesca que fosse a Resolução em análise. Ganha um doce quem achar uma única crítica de um esquerdista a esse comportamento, mesmo que a resolução fosse, como de fato ocorreu, para afirmar que os judeus não possuem nenhuma relação histórica com Jerusalém. Mas criticam Bolsonaro por ter alterado a postura "equidistante" (como assim, "equidistante"?) em questões do Oriente Médio. Dos judeus esquerdistas, nenhuma palavra de elogio ou gratidão pela mudança de viés;

São inúmeros os casos e situações em que a esquerda ataca Israel e os judeus, concretamente, de forma explícita, mas os judeus de esquerda continuam a apoiar essa ideologia e esses grupos como se nada os atingisse. Talvez eles imaginem que são "bons judeus" (superiores, eticamente, aos outros) e, portanto, nada os poderá alcançar. Se enganam achando que o antissemitismo ou sua versão moderna, o antissionismo, é contra os "maus judeus". Muitos desses judeus se proclamam até sionistas e dizem que apoiam Israel e são apenas críticos do governo "belicista" de Netanyahu, esquecendo que quando os aiatolás falam de destruir Israel não estão se referindo tão somente a derrubar um governo. Esquecem que quando o BDS prega o boicote acadêmico (entre outros) a Israel eles não perguntam se o pesquisador boicotado é de direita ou esquerda.

Não há dúvida que o antissemitismo não conhece fronteiras ideológicas. Existe na direita e na esquerda e até em regimes que não se enquadram nessa dicotomia, como é o caso dos regimes islâmicos. Mas o fato é que TODOS os partidos e movimentos de esquerda, em TODO O MUNDO atacam Israel e os judeus (sim, porque não diferenciam de onde é o judeu - cada um de nós é responsabilizado cada vez que uma criança usada como escudo humano morre em Gaza).

Isso não acontece na direita. Atualmente há regimes de direita (não todos) que apoiam, decididamente, Israel, como acontece com os EUA e Brasil. Mas pouco importa o que eles façam ou as inúmeras demonstrações de apreço e apoio. Continuam a ser agredidos gratuitamente pelos judeus de esquerda, num comportamento bizarramente ingrato e suicida.

Tudo isso demonstra apenas uma coisa. A indignação exibida pelos esquerdistas, especialmente os judeus, não tem nada a ver com sensação de risco ao povo israelita ou respeito às vítimas do Holocausto. Todo esse barulho tem um só motivo: é uma oportunidade para atacar o governo Bolsonaro e pela única razão de ele não ser de esquerda e deixar isso claro, com todas as letras.

Quando se fala em democracia ou direitos humanos, os esquerdistas são, antes de qualquer coisa e acima de tudo, hipócritas. Neste caso, entre todos os esquerdistas, os piores são os judeus.


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domingo, 26 de janeiro de 2020

Socialismo é estadolatria

Wagner Hertzog

Todos os elementos que compõem o dogma socialista estão profundamente enraizados em vícios e em carcinomas doutrinários, fundamentais para a funcionalidade da anatomia social e política desta abominável e destrutiva forma de governo. Como o marxismo é uma contraposição filosófico-religiosa do cristianismo, invariavelmente, resguarda como um de seus objetivos primordiais a completa e total substituição de Deus pelo estado, e de Cristo Jesus pelo ditador, o que deve ser impreterivelmente absorvido por cada singular indivíduo a compor a sociedade socialista perfeita. Desta maneira, ardilosos artifícios como idolatria, culto de personalidade e estadolatria tornam-se componentes fundamentais para a dominação das massas, que serão, irremediavelmente, rescaldadas pelas ditatoriais e mortíferas imposições agressivas inerentes a um sistema socialista.

A idolatria e o culto de personalidade estão entre os primeiros elementos a serem induzidos na sociedade. O ditador deve ser visto como uma figura paterna, de quem todas as coisas dependem, e o estado deve ser uma espécie de deus, para onde todas as coisas, desde as mais relevantes até às mais triviais, deverão convergir. Invariavelmente, religiões tradicionais – sobretudo o cristianismo – não poderão existir em uma sociedade socialista perfeita. O socialismo, para todos os efeitos, exerce sobre os seus sicofantas um completo domínio mental e emocional. Até mesmo a liberdade de pensar é corroída, e eventualmente torna-se um indesejável anátema.

O socialismo, sendo profundamente predatório e corrosivo, destrói tudo aquilo que toca. Além do domínio absoluto exercido sobre as massas, a estagnação em caráter produtivo, e o retrocesso no quesito econômico, indefectivelmente acabam difundindo a miséria, o empobrecimento e a morte, sobre toda a nação que comete a sinistra desfaçatez de aceita-la em seu seio.

Como dramática e hostil doutrina parasitária, o socialismo deixa o estado viciado em uma nefasta e cruel dependência em impostos, tributações e tarifas, que acabam sendo necessárias para a sua manutenção e sustento. O que é natural, em função do aparato estatal ser de tamanho extraordinariamente monumental, e estar em constante expansão. Eventualmente, a carga tributária torna-se tão exorbitante, que todos e quaisquer empreendimentos produtivos acabam sendo asfixiados, e o processo de empobrecimento torna-se ainda mais pleno e inevitável.

Quando o estado é encarado como sendo o grande guardião, o “protetor” de tudo e de todos, aquele que deve resguardar e salvaguardar todos os princípios e todas as necessidades concernentes a existência humana, o resultado não poderá ser outro, senão o totalitarismo. E com ele, a estadolatria andará de mãos dadas. São ferramentas indispensáveis para a doutrinação das massas, e resguardam o estado de eventuais sublevações populares, que invariavelmente irão ocorrer. Pelo fato de que, no socialismo, o governo vive única e exclusivamente para si próprio. Não para o povo. O povo é doutrinado, amordaçado e escravizado, e seus direitos inerentes serão adorar o deus-estado, e silenciosamente morrer de fome.


Re-União