sábado, 23 de setembro de 2017

Qual república escolher

Martim Berto Fuchs

Dois tipos de repúblicas ditas democráticas disputam o privilégio de nos explorar: uma em decadência, composta pelos monarquistas, conservadores e liberais e a outra praticamente extinta, a defendida pelos marxistas, comunistas, socialistas, bolivarianos, e por eles denominada de popular:

1.A  primeira, que impede o povo que não faz parte da corriola ser candidato – salvo para vereador, e isto apenas para o primeiro mandato, pois se o mesmo não entrar no esquema, fica sem legenda para o segundo.
Esta permite o voto dos analfabetos, para que esses elejam os analfabetos que eles escolhem como candidatos. O candidato monarquista, conservador liberal ou é do esquema, nesse caso até um instruído, ou escolhido a dedo entre celebridades, celebridades estas quanto mais ignorantes em política, melhor. Estas celebridades são facilmente eleitas por seus fãs e mais facilmente ainda manipuladas por seus padrinhos.

2.E a popular, que elimina todos que estão contra suas premissas.
Os marxistas/comunistas/socialistas, bolivarianos respiram pelo voto do analfabeto. Sem esses votos, eles desaparecem. Mas não tem por hábito escolher analfabetos como candidatos, pois até um analfabeto político acaba dando conta que seus padrinhos, salvo o poder pelo poder, não tem programa, princípios, ética ou moral. Logo, seus candidatos são majoritária e preferencialmente aqueles que já sofreram lavagem cerebral e que aprenderam a andar no mesmo tranco que anda a boiada. Obedecem ao estalo do chicote.

Os gregos nos legaram uma bela charada.

República Democrática proposta por Capitalismo Social.

3.Que nome devemos dar a uma república que visa permitir a todos cidadãos acima de 16 anos votar, desde que possa comprovar junto à Justiça Eleitoral que sabe ler e escrever, e que para ser votado possa comprovar junto à mesma J.E. que além de saber ler e escrever sabe interpretar textos constitucionais, apresentados numa Prova de Qualificação ?
Pois bem, é esta República Democrática que defendo em Capitalismo Social e é esta democracia que professo.

Votar. Nossos governantes extorquem mais do que o suficiente de toda população, inclusive dos desempregados e das crianças, para bancar em cada distrito municipal uma sala de aula para alfabetizar quem assim o desejar. Entre uma eleição e outra, é possível alfabetizar todos que o desejarem. Se podemos levar urnas eletrônicas lá nos confins do Brasil para que analfabetos votem nos candidatos impostos, também podemos levar instrução básica.

Ser votado. Depois de aprender a ler e escrever para poder votar, quem quiser ser candidato terá que demonstrar que sabe interpretar textos constitucionais, pois não é admissível entregar, honestamente, nas mãos de analfabetos a missão de editar Leis.

São critérios e exigências minimamente justas para quem não é populista, demagogo, ou mal intencionado politicamente. E é sempre oportuno lembrar, que o analfabetismo perdura por interesses escusos e nada republicanos, e não por falta de verba.




Após torpedear a classe VALEMAX do Brasil, China lança a CHINAMAX, que nada mais é que uma cópia modernizada

DefesaNet

A China lançou, no dia 19 de Setembro 2017, o maior navio mineraleiro do mundo, na cidade portuária de Qingdao, na Província de Shandong.

O navio batizado com o nome “ORE TIANJIN”, tem 362 metros de comprimento e 65 metros de largura e uma capacidade de carga de 400.000 toneladas, A sua coberta equivale a três capôs de futebol.

Considerando as enormes dimensões do navio, inúmeras inovações foram incorporadas no projeto para garantir a estabilidade, segurança e economia de energia e gerar menos demandas ao meio ambiente.

"A segurança da estrutura foi o maior desafio do projetos neste mega-navio. Otimizamos a estrutura do navio quando comparado à primeira geração do navios mineraleiros. Também introduzimos um sistema de monitoramento da estrutura em tempo real quando o navio estiver navegando carregado. Se algo acontecer diferente do padrão esperado, o Sistema imediatamente soará o alarme," disse Han Bing, gerente-geral do Qingdao Beihai Shipbuilding Heavy Industry da China Shipbuilding Industry Corporation (CSIC).

A estrutura do casco é feita com chapas de aço de 49mm de espessura. Soldar peças com esta espessura geraram dificuldades, que precisaram ser superadas.

"Ocorreriam trincas durante a soldagem se as placas não fossem pré-aquecidas o suficiente na operação de solda automática. Então foi criado um sistema sincronizado de pré-aquecimento que propiciava a temperatura requerida para a soldagem" afirmou Han.

O consumo de combustível é cerca de 20% menor comparado à primeira geração de mineraleiros, o que alcança cerca de 20 toneladas de combustível por viagem.

Com uma velocidade de 14,5 nós (26,9 km/h), tem uma autonomia de navegação de 25.500 milhas náuticas (cerca 47.000 km). Com sete compartimentos de carga os construtores afirmam que o carregamento e descarregamento tem o dobro de velocidade dos outros navios de 1ª geração.

Um total de 30 mineraleiros serão construídos por quatro estaleiros chineses. E todos os navios transportarão minérios especialmente do Brasil para a China.

CHINAMAX x VALEMAX

O Plano Estratégico concebido pela Companhia VALE para enfrentar as flutuações do preço do frete dos minérios, que em alguns períodos alcançaram mais de 1000%, e o ambiente em que não teria carga de petróleo no retorno ao Brasil, foi a frota dos Very Large Ore Carrier (VLOC).

A VALE concluiu que atingir taxas de frete competitivas sem uma carga de óleo para transportar na perna de retorno ao Brasil exigiria embarcações mais especializadas. Por conta disso, têm início estudos sobre o conceito de Very Large Ore Carrier (VLOC). Os estudos iniciaram nos anos 2000 . Com a explosão dos fretes pelo grande consumo de commodities e o fim de uma geração de navios surgiu a Classe VALEMAX.

O plano inicial foi de ter uma frota de 35 navios de 400.000 toneladas de deslocamento. Foram encomendados a partir de 2008 para estaleiros chineses e coreanos. Da frota dos 35 VALEMAX, 19 foram encomendados pela VALE e 16 por operadores do mercado.

Após enorme pressão e boicote do Governo da China, que proibiu os VALEMAX de aportarem em portos chineses, a empresa brasileira VALE anunciou a venda para armadores chineses e coreanos da frota dos VALEMAX, em Maio de 2015, durante o governo Dilma Rousseff.

Observar que o CHINAMAX, Ore Tianjin tem o mesmo comprimento dos navios da classe VALEMAX

Interessante que a domesticada imprensa nacional não publicou artigos sobre o a Guerra Comercial sem trégua empreendida pela China contra o Brasil.

A classe VALEMAX / CHINAMAX  foi projetada para não depender da limitação de canais (Panamá e Suez) ou estreitos. A única limitação é a capacidade da aportar tanto para as operações de carga e descarga.