quinta-feira, 5 de março de 2020

Tropa de Choque ocupa Alesp em meio a protestos de servidores

Fabíola Perez e Joyce Ribeiro

Manifestação ocorre durante a 2ª votação da reforma da Previdência e parlamentares relatam o uso de gás de pimenta dentro do prédio

Servidores estaduais protestam em frente a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) na manhã desta terça-feira (3) contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência estadual. A sessão extraordinária teve início às 9h15 e a mobilização começou às 9h.

A deputada Beth Sahão (PT-SP) afirmou no plenário que é possível sentir o cheiro do gás de pimenta de dentro do prédio da Assembleia. "Tratam os servidores públicos como bandidos. Isso não é necessário em uma casa democrática", afirmou.

A Polícia Militar confirma a presença da Tropa de Choque ainda no prédio da Alesp, diz que a situação é tensa no local, mas não respondeu sobre o uso de gás de pimenta. Segundo a corporação, não há registro de feridos no protesto e nem detidos até o momento. 

As galerias da Casa estavam com capacidade máxima de ocupação logo no início da sessão. Nos corredores, o tumulto começou quando a tropa de choque da PM interveio com gás de pimenta para conter os protestos.

Às 10 horas, ambos os sentidos da avenida Pedro Álvares Cabral, entre a Alesp e o Parque Ibirapuera, estavam fechados por manifestantes.

O pedido para que os funcionários pudessem acompanhar a sessão, mesmo que por transmissão ao vivo, foi reforçado pelo deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL) que ainda requisitou a retirada da tropa de choque da PM.

O assessor Victor Lucena participa dos protestos e afirma que as fuas principais portas do prédio estão fechadas. "Teve spray de pimenta, bala de borracha, uma nuvem de gás", afirmou ao R7. "Um grupo da Tropa de Choque fechou a entrada da Assembleia. Há muito gás do lado do Ibirapuera", relatou ele, ao afirmar que os policiais ocupam subsolo, térreo, primeiro andar.

O primeiro turno da votação da proposta também foi marcado por confusão e um placar apertado: somente 57 votos a favor, o mínimo necessário para que fosse aprovada. Agora será necessário a matéria passar pelo crivo dos deputados em segundo turno.

Paralisação 
Professores do Estado de São Paulo haviam marcado a paralisação de suas atividades nesta terça-feira (3), inicialmente às 14h, em frente à Alesp contra a reforma da Previdência de São Paulo, em ato confirmado pelo Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).

Segundo o sindicato, outras entidades do funcionalismo público também participam do ato. No protesto, os manifestantes estarão durante toda a tarde em frente à Assembleia e, depois, acompanharão a votação em segundo turno da PEC da Previdência do Estado.

Entre os motivos da paralisação também foi citado o abono concedido pelo governo de João Doria (PSDB) para equiparação ao piso nacional.


R/7

quarta-feira, 4 de março de 2020

Lava Jato se dana, mas Lula volta à prisão?

Jorge Serrão 

Luiz Inácio Lula da Silva tem tudo para voltar à prisão. Juristas avaliam que ele descumpriu preceitos de sua liberdade provisória, por desafiar as instituições brasileiras e ridicularizar o Judiciário. O abuso de Lula foi cometido ontem, ao receber o título honorário de “Cidadão de Paris”. O mitomaníaco repetiu mentiras sobre “as agressões ao Estado de Direito em meu País”, também insistindo na inverdade de que foi “preso de forma ilegal, uma prisão política num processo que ainda não se encerrou”.

$talinácio pinoqueou: “O que está ocorrendo no Brasil é o resultado de um processo de enfraquecimento do processo democrático, estimulado pela ganância de uns poucos e por um desprezo mesquinho pelos direitos do povo; desprezo que tem raízes profundas, fincadas em 350 anos de escravagismo. Como sabem, a presidenta Dilma, uma mulher honrada, foi afastada pelo Congresso sem ter cometido crime nenhum, num processo em que as formalidades encobriram acusações vazias. A este primeiro golpe contra a Constituição e a democracia, seguiu-se a farsa judicial em que fui condenado, também sem ter cometido crime algum, por um juiz que hoje é ministro do presidente que ele ajudou a eleger com minha prisão”.

Lula também aproveitou para mentir sobre Bolsonaro: “O candidato que venceu aquelas eleições, dono de um histórico de ataques à democracia e aos direitos humanos, foi poupado pelas grandes redes de televisão de enfrentar em debates o companheiro Haddad. Essa mídia, portanto, é corresponsável pela ascensão de um presidente fascista ao governo do Brasil. A triste situação em que se encontra meu país e o sofrimento do nosso povo são consequência de repetidos ataques, maiores e menores, ao estado de direito, à Constituição e à democracia”.

Mais grave do que ter de suportar um condenado à corrupção posar de inocente e injustiçado é o risco concreto de que a Lava Jato acabe detonada, com vários processos anulados. Este risco foi formalizado pelo procurador federal Deltan Dallagnol, em artigo de extrema gravidade institucional, publicado pela Gazeta do Povo (2 março 2020).

Deltan Dallagnol detonou: “No apagar das luzes de 2019, quando todos estavam com a cabeça nas férias ou no Natal, um fato grave passou despercebido: o processo criminal referente à rumorosa compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras foi anulado. Não deixar no esquecimento esse fato é importante para alertar sobre o risco de impunidade nesse caso e em outros similares”.

O Procurador da Lava Jato insiste: “O efeito do julgamento do Supremo é muito mais abrangente do que se pode supor: pode se estender para outros processos da operação ao longo do tempo. Nos casos de corrupção política, a lógica é a mesma: parte da propina enriquece o político e outra parte turbina sua campanha eleitoral. Isso pode conduzir, mais cedo ou mais tarde, à anulação de toda a Lava Jato, ou de parte significativa dela. Caso se entenda, por exemplo, que na investigação sobre Paulo Roberto Costa havia indícios de destinação de dinheiro para campanha, esse processo pode ser anulado e, em seguida, toda a Lava Jato, que dele decorre, num efeito bola de neve”.

No caso específico da “Pizza de Pasadena” bem que o Procurador Dallagnol poderia aproveitar para admitir uma falha estratégica cometida pela Força Tarefa. Os chamados crimes societários não receberam a devida prioridade pela turma da “República de Curitiba”. Ainda daria tempo de investigá-los mais a fundo, só que fica no ar uma forte de impressão de que os jovens do Ministério Público Federal desanimaram e pressentem que a Lava Jato vai para o saco.

Oxalá que tal “impressão” seja falsa... Os bandidos profissionais acham que não, e seguem rindo, impunes, da cara da maioria do povo brasileiro que acreditou em Judiciário funcionando Direito (sem trocadilho) no combate à corrupção e na punição real e efetiva aos corruptos. Discursos mentirosos, como as narrativas de Lula e seus fanáticos seguidores, ainda acontecem porque o Brasil não puniu, de fato, quem “roubou” a sociedade, bagunçou a economia e desmoralizou a honradez da Política.


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