segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Por Que Administração Pública Não Funciona Nem Jamais Funcionará

Stephen Kanitz

É muito simples mostrar por que a administração da coisa pública, de governos centralizadores, do Socialismo e do Comunismo não funciona e nunca funcionará.

Bastaria estudar o mínimo da Ciência da Administração, mas que não ensinamos aos nossos alunos no Colegial, preferimos ensinar Geografia.

Parte das funções do Administrador é criar regras, procedimentos, rotinas que serão replicadas nas filiais, nas sucursais, nos pontos de venda, etc.
Regras, por definição, nem sempre são justas, nem sempre devem ser aplicadas, há inúmeras exceções a considerar.

Curiosamente, outra importante função do Administrador é determinar quando essas regras criadas por nós não devem ser obedecidas. Talvez seja isso o que mais fazemos.

Isso não ocorre na Administração Pública, no Socialismo e no Comunismo.

Regras são determinadas por lei, e tem de ser obedecidas sem exceção, com perigo de demissão.

Quando se fala mal da Burocracia é disso que se fala, nada a ver com o que ocorre com empresas bem administradas.

Nas empresas gigantes isso também começa a ocorrer, abrindo espaço para as pequenas e médias.

Para isso você precisa de uma classe de administradores bem treinados, que sabem quando detectar uma exceção, que estudaram Ética, que fizeram juramento de formatura nesse sentido.

Como somos avaliados pelos nossos resultados, se as exceções forem esdrúxulas teremos prejuízo, e seremos detectados.

Na maioria das vezes fazemos um rápido cálculo levando em conta que não abrir uma exceção causaria mais prejuízo ainda, como se indispor com seu melhor cliente.

A grande frustração de todo funcionário público é justamente esta. Eles sabem as injustiças que estão causando, mas nada podem fazer.

Como não existe o conceito de lucro na administração pública, no Socialismo e no Comunismo, não há forma de avaliar essas exceções, nem mesmo para o administrador saber dosar de forma justa e correta.

Funcionário público tem responsabilidades sem nenhuma autoridade, nem mesmo de realocar seu orçamento departamental, trocando uma despesa necessária e urgente, por outra desnecessária.

Ao proibir o ensino da administração nesse país por 30 anos, desde 1945, criamos leis sem pensar a parte operacional.

Criamos uma Constituição sem consultar um único administrador, sem incorporar nenhuma das lições que deveríamos ter aprendido e guardado, mas que a lei 7988/45 sabotou.

O resultado está aí. Um país criado com teorias administrativas do arco da velha, antiquadas e paralisantes.

blog do kanitz

domingo, 15 de dezembro de 2019

A Alta Tecnologia para a Democracia

Jorge Serrão

O Estado Necessário é aquele que cumpre a função básica de garantir a Democracia – aqui definida como a segurança e estabilidade legal, jurídica, política, econômica e individual. O Estado Necessário garante a liberdade fundamental dos cidadãos. O Estado Necessário tem uma Constituição enxuta, liberal, e um conjunto de leis mais simplificado e fácil de cumprir, sem interferência constante do Judiciário (corrompido).

O Estado Necessário foca na Educação, na Saúde e na Segurança. O Estado Necessário conta com mecanismos públicos de controle do governo e do Estado pela sociedade organizada. O Estado necessário equilibra a existência de empresas estatais com os empreendedores privados. O Estado Necessário tem uma burocracia essencial, sem excessos, com servidores públicos justamente remunerados, capacitados e competentes para cumprir sua missão.

É esse Estado Necessário que precisamos implantar no Brasil, após amplo e livre debate na sociedade. Enfim, temos de implantar um Estado Necessário, com uma Constituição fácil de ser cumprida, para equilibrar o funcionamento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, tendo como sustentáculo o poder Militar e (por que não?) um Poder Moderador eleito pela sociedade para controlar os entes e mecanismos estatais.

Sim! O Brasil precisa de uma nova Constituição enxuta e regulável, sem necessidade de “interpretações” superiores, e que possa ser aplicada e cumprida por qualquer pessoa consciente ou entidade pública ou privada. Junto com a Nova Constituição, precisamos enxugar e consolidar legislações que se contradizem. É fundamental valorizar o papel da primeira instância judicial e implantar um eficiente sistema de conciliação, para impedir que tantas broncas acabem entulhando o judiciário. Decisões importantes para a vida das pessoas não podem demorar (dezenas de) anos para se resolverem – ou não...

Se a Justiça de Verdade não acontecer, brevemente, vamos assistir a uma inédita explosão de revolta da classe média brasileira. Por enquanto, ela é uma vítima que aguenta, civilizadamente, a opressão promovida pelo Estado-Ladrão e seus aparelhos repressivos. As “gestapos” estão aí, cada vez mais visíveis, para perseguir quem seja considerado “inimigo do Estado” ou alvo do rigor seletivo dos “poderosos de plantao”.

Acontece que a passividade não vai durar para sempre... As pessoas não suportam mais serem vítimas da Ditadura do Crime Institucionalizado. São violências praticadas pelos mecanismos do Estado-Ladrão ou barbaridades cometidas por bandidos de toda espécie, desde os altos escalões republicanos até os pés de chinelo das favelas.

A Justiça de Verdade não pode demorar. No imaginário popular – e isto é muito ruim para a construção da Democracia -, o Judiciário nunca foi alvo de tanta crítica construtiva e destrutiva, com “direito” a piadas infames e xingamentos em redes sociais. Desmoralizar o Judiciário e a magistratura interessa à organizada bandidagem, da zelite ou da periferia. Mas isto não interessa ao cidadão que precisa e sonha com Justiça e, sobretudo, com um Judiciário que funcione “Direito” (sem trocadilho).

Não basta prender “ilustres bandidos” e nem superlotar as medievais cadeias com marginais mequetrefes. O verdadeiro inimigo é o Estado-Ladrão. O único jeito de eliminá-lo é uma profunda Intervenção Institucional que reinventará o Brasil. Tal mudança é inevitável. Se nada mudar, com certeza, a porrada vai cantar e as conseqüências serão violentas e imprevisíveis.

Por isso, é melhor, mais seguro e mais barato que a Intervenção Institucional e um choque de Educação solucionem o Brasil da maneira mais pacífica e civilizada possível... A Justiça de Verdade deveria ajudar muito no processo. Se não ajudar, terminará fazendo parte do rol das vítimas... O que estamos vendo agora é apenas um pedacinho do rabo de um gigantesco monstro que parece invencível, mas não é...

Solução? Ou definimos o Estado Necessário ou continuaremos sendo uma pretensa Nação, partida, criminosa, injusta, rumo à fragmentação, candidata permanente a desastres e tragédias com muitas vítimas fatais.

Quem não quer mudança estrutural, por mais inocente e idiota que possa parecer, na verdade, está do lado do Crime... Por enquanto, a governança criminosa é hegemônica. Precisamos de uma união nacional, urgente, sem babaquices ideológicas, para neutralizar e vencer o Crime.

A prioridade das prioridades: recuperar o papel institucional do Judiciário – que é promover a Justiça, sem rigores ou perdões seletivos que alimentam a impunidade e o desrespeito às Leis. A única saída – não tem outra – é a Democrática. A novidade: contaremos com a colaboração decisiva da Alta Tecnologia para a construção Democrática. Tudo agora é transição. Políticos e bandidos, tremei...

Alerta Total