sábado, 30 de dezembro de 2017

Mundo não está tão ruim quanto se pensa, revela pesquisa

Equipe Universalismo Crístico

Uma pesquisa divulgada pela Ipsos-Mori – chamada Perigos da Percepção –mostra que o mundo não está tão ruim como pensam as pessoas

A partir de quase 30 mil entrevistas conduzidas entre setembro e outubro passado em 38 países, a enquete testou a percepção das pessoas sobre 14 temas que causam preocupação, ou são de grande importância na mídia, para saber se elas achavam que esses assuntos estavam perto da realidade – “realidade” baseada em informações retiradas “de uma variedade de fontes verificadas”, segundo a Ipsos-Mori.

A conclusão da pesquisa é de que pessoas no mundo inteiro estão bem equivocadas sobre a verdade de questões-chave e características da população de seus próprios países.

E no ranking dos países cujas populações mais “erraram” – onde a média percentual obtida pelas respostas esteve mais distante do número “real” – o Brasil aparece em segundo lugar, atrás apenas da África do Sul.

Os enganos
Veja algumas informações que não correspondem à realidade, mas mesmo assim a população acredita:

No Brasil, a taxa de homicídios hoje é bem mais alta do que no ano 2000: falso.

No Brasil quase metade das meninas e mulheres de 15 a 19 anos engravidaram: falso.

No Brasil quase metade dos adultos sofrem de diabetes: falso.

Essas afirmações falsas refletem o que pensa a maioria dos brasileiros, segundo a pesquisa da Ipsos-Mori.

As verdades
O estudo mostra, por exemplo, que a taxa de homicídios caiu na maioria dos países analisados, nos últimos 15 anos, mas que a maior parte das pessoas acredita que o quadro piorou.

No Brasil, 76% têm essa percepção, embora o índice tenha permanecido estável em relação ao ano 2000, usado como base de comparação – estável mas ainda é alto, claro.

A porcentagem de mulheres entre 15 e 19 anos que têm filhos também é superestimada. No Brasil, a média estimada pelos entrevistados foi de 47% – quase a metade das mulheres adolescentes do país. Mas o dado registrado no Brasil corresponde a 6,7%.

O índice de mortes por ataques terroristas ao redor do mundo, que nos últimos anos diminuiu em relação aos 15 anos anteriores, também é percebido de forma equivocada. Apenas um quinto das pessoas entre todas as entrevistadas nos 38 países acredita que houve queda.

Motivo
Essa lacuna entre percepção e realidade existe porque que muitos enxergam as coisas piores do que são por estarem preocupadas.

“Nós sabemos de estudos anteriores que isso ocorre, em parte, porque superestimamos o que nos causa preocupação”, diz Bobby Duffy, diretor gerente da Ipsos Public Affairs, em texto para apresentar os resultados da pesquisa.

Os pesquisadores afirmam que somos geneticamente programados para acreditar mais nas más do que nas boas notícias.

Cérebro armazena o negativo
Nossos cérebros, segundo os pesquisadores, processam informações negativas de um jeito diferente e as armazenam de forma a estarem mais acessíveis que as positivas.

Um neurocientista comprovou isso mostrando a pessoas imagens de coisas conhecidas, como pizzas e Ferraris, para estimular sensações positivas, e outras, como um rosto mutilado e um gato morto, por exemplo, para despertar outro tipo de reação.

A partir desse experimento, ele mediu a atividade elétrica no cérebro e constatou que respondemos mais fortemente a imagens negativas.

Papel da mídia
A mídia, geralmente, leva a culpa por mergulhar as pessoas em um mar de desânimo e pessimismo.

Eles questionam: se somos alimentados com uma dieta [de notícias] tão implacavelmente negativa, é de admirar que acabemos pensando que o mundo é um lugar terrível?

Na prática, essa hipersensibilidade que temos a informações negativas – ou a más notícias – aparentemente desempenha uma função importante na evolução.

Um cérebro mais sensível a más notícias reage mais intensamente a informações sobre possíveis perigos – a defesa – o que acaba pesando no instinto de sobrevivência.

Só notícia boa

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Como evitar o Loapi, vírus destruidor que vem atacando celulares no Brasil e outros países

BBC-Brasil

Ele foi descoberto pela empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab. Segundo a companhia, os países da América Latina com maior número de dispositivos atingidos até agora são México, Brasil, Chile, Panamá e Peru. Mas o malware se espalhou também para os Estados Unidos e alguns países da Europa.

O Loapi avança por meio de anúncios falsos de antivírus ou aplicativos para adultos.

Sua arquitetura é complexa: uma vez instalado, o software solicita permissões de administrador para assumir o controle do dispositivo e, assim, instala módulos que afetam diferentes funções do celular.

As ações que o vírus pode executar são:
- Permite a recepção de publicidade invasiva;
- Controla mensagens de texto;
- Assina serviços de pagamento via SMS sem deixar rastros;
- Permite a realização de ataques que congestionam um site com tráfego até que ele fique impossibilitado de receber visitas;
- Usa recursos do telefone, como bateria e conexão à internet, para criar criptomoedas.

Superpoderes
Esse vírus complexo também tem armas poderosas contra os inimigos.
Se você baixar um aplicativo destinado a se livrar de malware, o vírus infiltrado lhe enviará mensagens falsas garantindo que o aplicativo antivírus é malicioso, pedindo que você o exclua. Se você se recusar a fazê-lo, o número de avisos é multiplicado até que você termine deletando-o.

Nikita Buchka, especialista em segurança da Kaspersky Lab, diz que esse vírus tem como marca a versatilidade, que lhe permite atuar em "vários terrenos".

"O Loapi incorporou quase todas as características possíveis para poder usá-las para diferentes tipos de atividades maliciosas, com a intenção de ganhar dinheiro ilegal."

Buchka explica que, embora o vírus não tenha a capacidade de acessar dados de cartões de crédito, ele "pode destruir o celular", já que captura todas as suas funções, deixando-o inoperante.

Durante testes para detectar a capacidade de ataque, a Kaspersky Lab descobriu também que o Loapi gera uma carga de trabalho tão grande que o sistema aquece, deformando a bateria do aparelho.

Como se proteger?
Se o seu telefone já está danificado, é muito difícil eliminar o vírus, adverte a empresa de segurança.
O Loapi tem a capacidade de se proteger e, assim que houver uma tentativa de recuperar a administração do sistema, o malware bloqueará a tela do dispositivo e fechará a janela.

Recomenda-se tomar as seguintes ações, antes que seja tarde demais:
- Desative a opção que permite a instalação automática de aplicativos;
- Certifique-se de ter a versão mais recente do seu sistema operacional - as empresas os aperfeiçoam para reduzir vulnerabilidades;
- Se o seu telefone já está comprometido, a empresa recomenda a instalação de um antivírus de uma marca reconhecida, que ofereça garantias.