domingo, 13 de novembro de 2016

Um Sistema Político Ideal

Luciano B. Montelatto

Um sistema político ideal, seria aquele no qual tivéssemos como base primordial o desenvolvimento espiritual de cada indivíduo presente na sociedade. Cada cidadão, tendo plena consciência da importância e do dever de se tornar uma pessoa melhor, esforçar-se-ia para gradativamente eliminar seus defeitos e paixões. Quando assumirmos de maneira sincera essa grande tarefa de eliminarmos nossos defeitos, cheap nfl jerseys iremos de encontro ao que há de mais sagrado em nós. O ideal de perfeição não é utópico e sim uma possibilidade concreta a ser alcançada.

Como podemos proclamar a liberdade de um povo se este ainda encontra-se preso pelos grilhões do egoísmo, da cobiça, da vaidade e da ganância? Neste mundo, em tese, deveríamos ser livres, livres para expressar nossas idéias e agir da maneira que bem nos convir. Este é um direito essencial de todo ser vivo. Porém, querendo e tendo o ser humano toda esta suposta liberdade, porque ainda comete tantos atos ilícitos contra si próprio e seus semelhantes? Nos dias de hoje, vemos muitos de nós matar seu próximo com a mesma facilidade com que escova seus dentes. Livremente praticamos atos de corrupção, roubamos, maltratamos os animais e destruímos a natureza. Então, para que serve a liberdade? Para que serve esse direito nato que possuímos? Para nos convencermos de que o ser humano é inviável e destrutivo?

A resposta para estas perguntas, esta justamente no esquecimento e na falta de percepção do Sagrado em nós. Nos esquecemos que somos seres espirituais e que fazemos parte integrante de um Todo. Toda separatividade e disputas vêm por conta dessa cegueira coletiva. Quanto mais nos aproximamos dessa Verdade, mais nossas vidas serão transformadas para melhor.

Deixaremos de ver nosso próximo como alguém que pode nos prejudicar, que pode tirar livremente aquilo que supostamente é nosso, como um adversário ou um inimigo. Nos enxergaremos mutuamente como verdadeiros irmãos, todos unidos, buscando conscientemente esta conexão com o Divino.

Quando este ideal de conduta tornar-se um padrão comum em toda sociedade, haverá um respeito sincero muito grande entre nós, um carinho incrivelmente natural. Guerras não mais existirão, atuaremos neste mundo coletivamente pensando sempre no todo, seremos abundantes em todos os aspectos da vida. Imersos coletivamente neste imenso “Eterno Sagrado” viveremos uma Era de Ouro onde não haverá mais escassez e tudo nos será servido em abundância. Teremos verdadeiro prazer em servir e doar, pois este é o “modus operandi” do Criador.

A revolução e a transformação interna se fazem muito mais urgentes do que a criação de novas leis, ideologias ou de sistemas políticos. O que é o capitalismo, o socialismo, o anarquismo, o liberalismo, o comunismo, ou qualquer outro “ismo”, senão uma tentativa desesperada do ser humano em conviver melhor em sociedade? Portanto, com a chegada de uma nova era, iremos nos preocupar muito mais com a mudança das consciências do que com os aspectos políticos ou partidários do mundo.

Quando nos tornarmos seres essencialmente cooperativos cada um através do seu próprio esforço e dedicação, trabalhando incansavelmente e lapidando laboriosamente todas as asperezas do nosso caráter aprimorando-nos em prol de um novo mundo, teremos um único partido chamado “Partido Universal da União Fraternal”. A partir dai, reinará no mundo a paz e o bem-estar geral da humanidade será restabelecido.

Luciano B. Montelatto

Membro da Sociedade Teosófica do Brasil


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